1 de nov de 2012



Preso, te decifro em um segundo
No enigma do teu olhar,
Imenso mundo.
A boca traz gosto de beijo roubado
Em que num instante desgovernado,
Bebo do teu cálice fecundo.

Pobre poeta!
Que se esbalda em ti,
Refém de um impetuoso sentir
Que sequer cabe no peito.

Dentro do silêncio do céu
Desenhado em degradê de tinta preta
O que a noite nos reserva é tão plural
Que não cabe em palavra de cinco letras!


2 comentários:

  1. Monto um cenário para as tuas palavras e viajo nelas. Você soube cadenciar lindamente a sonoridade dos versos. Escorre poesia e musicalidade das tuas linhas...

    Parabéns!

    Beijos,

    Fernanda

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  2. Adorei o texto, fotógrafa e também a ilustração! ;)

    http://deborahevelynfotografia.wordpress.com
    http://primeirapessoadosingular.tumblr.com

    eu tento fotografar de vez em quando também, fuça lá! :b

    Deb.

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À você, um sorriso capaz de derreter o mais frio dos corações.