3 de abr de 2013

FIM DADO.


Foi,
Ficou o medo de errar
Tarde,
Tantos erros a consertar.

Cedo pra eu inaugurar
Novos planos, outras cores
Peito partido
Desembarcam amores.

Sobrevivendo aos destroços
De amor e poemas que não eram nossos
Ecoando em falas inacabadas
Esquecidos em palavras engavetadas.

Não cabe explicação
Pro verbo ou conjugação
Entre os abismos de tudo o que somos

Nosso tempo, hoje é fomos.

7 comentários:

  1. Oii Flor, obrigada por enfeitar o blog lá.
    Lindeza aqui tbm, sorrisos =)

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  2. Não sei se você acreditaria mas fiquei de boca aberta alguns segundos após ler o seu poema.
    Não tenho muito o que comentar a não ser dizer que se eu o lesse um mês atrás, mandaria sem dúvida pra menina no qual partiu da minha vida, partindo o meu eu.

    Muito bom.

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  3. "Entre os abismo de tudo o que somos
    Nosso tempo, hoje é fomos"

    Simplesmente sensacional. Triste, é verdade. Mas, poeticamente sublime... genial!

    bjos

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  4. Somos e fomos um talvez ensaiado de ontem, pro amanhã dar conta. E deu as costas.

    Beijo na alma, lindeza.
    Sam

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  5. Sou péssima com poesias, costumo achar meio chato. Mas acho que você mandou muito bem.

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  6. Que maravilhoso. Ual.
    "nosso tempo hoje é fomos."
    http://denovomaisumavez.blogspot.com.br/

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  7. Poema feito, quanta ousadia
    Rimar com boas ideias é uma terapia
    Só me resta aplaudir seu ponto de vista
    E desejar que da vida você seja motorista

    Se o final chegou de repente
    Sem motivo aparente
    Você soube começar melhor
    Você sabe o caminho de cor

    E todas as suas verdades ditas
    Transformaram-se nas minhas favoritas
    Sua sensibilidade criou a melhor poesia
    E fez com que todos aqui ganhassem o dia.

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À você, um sorriso capaz de derreter o mais frio dos corações.