4 de jun de 2013

À PALO SECO.


Eu já não preciso de uma palavra limpa dentro de um eco endurecido. Eu já não quero ser início no meio da tua pausa. E me desafogo da expectativa, digerindo algumas últimas borboletas.
Meu tempo se apressa, enquanto a gente cultiva desvios e se alimenta dessas ausências que se continuam.

Te oferecer silêncios é quase abrir o jogo.

Ilustração: Adara Sánchez

6 comentários:

  1. Foi por essa e por tantas vezes outras que recolhi as mãos tão cianóticas, estendidas para um coração que não batia, nem rebatia a minha arritmia desacontecida e hemorrágica.

    Saudades daqui, menina querida.
    Tudo sempre lindo.
    Beijo na alma,
    Sam.

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  2. Parece que esse texto foi feito para mim..

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  3. déborah, sua palavras são certeiras e inspiradoras por demais. simplesmente curtindo muito ler os teus textos.

    parabéns e muita inspiração aí pra vc! ;)

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  4. É verdade. Há situações em que o silêncio entrega o jogo todo...

    bjos

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  5. O silêncio é uma enorme confissão de posição...

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  6. Como eu já disse no meu blog.... Muita ausência cria indiferença....

    gostei do teu texto, flor.

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À você, um sorriso capaz de derreter o mais frio dos corações.