4 de ago de 2013

OLHOS DE MANOEL.




           
Ilustração: Paula Bonet



De alguma maneira virá a anestesia pro nocivo da dor de não saber me amanhecer certos dias. E reincidirá, reacenderá, mais forte e madura, como um inevitável poema que nasce no horizonte dos fins de tarde. E (re)pousam minhas urgências eternas, etéreas, deitadas e disponíveis à entrega do que não me acovarda. Serei canção transcendente, escorrendo em margens, na doce fragilidade de perder tempo, entregue à miudeza das coisas.

6 comentários:

  1. Entregue aos pequenos detalhes que nos trarão felicidade. Beijos

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  2. Ser essa canção é ser a próoria recuperação =)

    bjos

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  3. Que coisa mais linda é essa Déborah?
    Vim agradecer uma visita sua já antiga e sou recepcionada por essa poesia solta, tão intimista. Parabéns!

    Estava com saudades de passear por blogs, hoje vim atualizar minhas leituras. Aproveito também para te convidar a vir conferir a novidade: meu livro nasceu!

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  4. Que amanse a dor, mesmo assim, por não calar-se por dentro dos olhos. Que a essência seja perfume por onde passar.

    Saudades daqui.

    Beijo na alma,
    Sam.

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  5. Sua suave complexidade se mistura com a intensidade da combinação de letras resultando em algo nada menos do que apaixonante.
    É um texto de ecoa.

    Como sempre.

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  6. Aqui encontrei a miudeza das coisas suaves. arrancou-me um sorriso.

    Beijos!

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À você, um sorriso capaz de derreter o mais frio dos corações.