3 de mai de 2014

Sobre chegadas e despedidas:

Não dá pra viver 
Ao meio 
Pela partida de quem 
Nunca veio 
Por inteiro.

8 comentários:

  1. VOCÊ QUE DESTRÓI A GENTE!
    breve e fatal.... caralho!

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  2. Que versos simples e inteiros! Meus parabéns.

    Ah, ninguém nunca chegou por inteiro pra mim, ainda ;~~

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  3. tive que editar por causa do espaço dos comentários

    escrever com poucas imagens sempre me foi algo dificil, as imagens e os contatos precisam e precisam ter aquela concisão e depuração muito além da mera máxima, dos frasismos cheios de efeito e que, sem o devido contexto se aplicam sobre qualquer coisa... a poesia curta é um tremendo carinho pela forma... gostei muito do seus textos, por isso te tentei escrever em terzina de um jeito informal mas parece que a coisa ficou cheio de máquina. eu não sei fluir como todo mundo gosta, acho que só sei interromper... mandei também para oseu email porque tem um jeito diferente de ler esse poema... que foi talvez a ideia original para eu escrever para voce

    um abraço

    colisão de dois infinitos [para deborah arruda em terzina] por ramonlvdiaz


    I
    a lua tácita: seu carinho é feito de século
    à parte, de universos que começam pelo meio
    dos caminhos que explodem girassóis adentro

    o sol íntimo: que te ilumina e qualquer hora
    que existe, tende também para constelações
    de vazios, sem encaixe nos espaços em branco

    a estrela última: rarefeita de princípios e
    abismos, nos poemas que recorrem tão somente
    opostos codinomes que já nem alam, só passam

    o mundo ínfimo: instalação de surtos e circuitos
    intangentes, que fingem abraços e sussuros sufis
    cientes na esperança sempre em claroescura fase
    I

    II
    a lua extática: pernoita também a bruta mácula
    e morte, sonhos pelo avesso que transpiram seu
    fim de percurso, conclusão que as manhãs anulam

    o sol autômato: que ilude e confunde sentidos
    que tatuam, agem e se instalam, corroem a nudez
    sem prazo, na tua desconexão que é puro abraço

    a estrela interna: em tua periferia sísmica são
    aberturas, que deliram a pré-moldura pós-moderna
    adjeto ao pó, erosão em qualquer gênese, teu eros

    o mundo ímpar: com sequências não-periódicas que
    encurtam, atrás das cortinas e depois das janelas
    um pássaro que refleta todas as cores do espectro
    II

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  4. sempre me vem uma frase na cabeça da Frida, onde não puderes amar, não te demores.

    Acho que nao precisamos dizer mais nada.

    Abraço, adorei aqui.

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  5. Entre chegadas e partidas somos parcelas: partido ninguém nunca se entrega inteiro. São metades que nos completam, mesmo não sendo exatamente como nos desejosos nossos.

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  6. Todo sentimente
    Em breves e profundas palavras.
    Gostei daqui
    E ficarei por inteiro...

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  7. Muita coisa dita em tão poucas palavras.

    Lu
    dosamoresmeus.blogspot.com

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À você, um sorriso capaz de derreter o mais frio dos corações.